A ESCASSEZ DE LADRILHOS BRILHANTES
E LUAS PACIFICADORAS

Tenho viajado a muito tempo por entre aceitações e teimosias.
Tentado achar os caminhos de casa , da minha.
Tive compaixão , senti raiva , obtí medo , gozei risadas...
Fui e sou imperfeito , obviamente.
Estou em uma gaiola que se abre poucas vezes por ano.
E os grilhões presos ao meu pescoço obrigam-me a voltar pra um castelo quente , onde jamais houve harmonia.
Minhas penas caíram e caem diante de mim.
Em todos os sonhos e em quase toda realidade tento colá-las de volta , pra eu sorrir e deixar quem eu amo sossegar.
Meu fôlego falha.
Olho pra dentro de mim...
... e me fecho por fora...preciso.
Pois vejo sincero a criança feliz , vívida e visionária.
Que porta um molho de chaves dúbias na mente.
Confuso por agora.
E agora é uma palavra acima do peso e tão rápida em percepção...
Então consigo enxergar meu coração batendo enfeitado com um laço de fita azul claro.
E se alguém pudesse ver através do meu tórax...
Talvez notaria que estou aterrorizado , auto-amendrontado e arrediamente assustado.
Faço minhas orações tão honestas comigo mesmo , tão adaptadas ao específico... que são flores de mim.
Margaridas de dezembro...
Há momentos que a benevolência me abraça forte , muito gostoso e seguro...
Em outros são infernos que ardem os olhos...
Pensamentos terríveis surgem aqui.
Bem aqui oh...
Um gatilho é puxado e sou mergulhado onde não existe eu pra mim.
Durmo aturdidamente...
Acordando posso sentir meu coração lento e aquecido...frio e apressado...coerente.
Envolvido num laço azul...
... um azul carinhoso e imprevisível...
ACONTECER

Tempo é o fodão, ás vezes humilde, ás vezes eu...
Com formas e pêlos de leão, territorial;
Eu saio sem hora certa pra voltar, mas eu auto-sei.
Olho o revolver com olhos de quem se atiraria no foco do tiro aos catorze anos...
Pior...pra desconfiantes quando há uma adiposa esperança...
Sobrenomes de gente adotada...
Corpo meu que pede pra aceitar...
Epidídimo que escorre paixão.
Esperança com segundo nome...
Coisa muito séria e apertada...
Perda.
Me espera?
Sei que sou espertalhão , deculpa eu.
Esquece que eu sou lindo e lembra que eu sou bom em saber...
Lembre-se que eu não esqueço e esquece minha face...
Teimoso e não apaixonado.
Carente de coisas que começam com W, não de gente.
Forte e indigentemente protocolado !
GRITO

Gérberas no estômago são pisoteadas...
Cores começaram a falhar...
O conto de elfos teve diarréia.
Nadando na grama molhada , eis a falta de ereção...
Sêmem circulando pelas artérias;
É pôrra.
Gozando do amor...
Gozando da risada...
Ejaculando no cérebro falho.
Recrutaram a alma das datas, mas ela perdeu o prazo da matrícula...
Certidões de nascimento se desmancharam em borboletas.
Sobrou admiração no prato, faltaram signos...
Lágrimas vulcônicas não semânticas estão aqui na piscina olímpica da íris;
Passando por entre os cilhos como caco de vidro miúdo...
Faltou a beleza da auto-perfeição, isso aconteceu sim.
Sardas tristes debruçaram nas olheiras;
Gozando do amor...
Esporrando no amor...
Há espinhos nos póros;
Ejaculando no amor...
Gozando dele...
Gargalhando do ardor...
Mangando do amor-epidídimo...
Existindo .
O MINUTO DEPOIS DO TROVÃO

Coloquei minha mão sobre o mármore e deixei um anel;
Braços mentais abraçaram você quando desejei...
Com adornos braçais já presentes , dancei em torno de ti;
Dancei ao seu redor.
Eu o quis muito , mas...
Me roubei pra mim.
Medo e sabedoria;
Digamos incertezas hipotéticas.
Aí com minhas mãos em volta de vi dancei em sonhos nostalgicos;
E o olho direito se apaixonou mais.
A tempestade convidou-me , mas ele me assustou...amedrontou-me de novo...
E não me deixou ir.
Fiquei preso livre entre a psicologia e o ocultismo...
Fiquei aqui.
FÊNIX Meu radiador nunca quebra... Então dá pra me não acordar ao meio-dia e um ? Para de martelar ! Deixa de amor ! Não se aproxime ! ...mas chega perto ; Vem... Não ! Saia daqui ! Espera... Me deixa seu telefone sem me dizer seu nome; Como você se chama ? Eu disse não. Some ! Mas fica. Fica ! Desaparece de mim ! Minha alma está tão velha; E acabei de nascer... Não deita na minha cama ! Dorme comigo ? Me abraça com vento ! Não me machuque ! Não me machuque. Não me machuque. Me mata ! Não me machuque. Oi ! Escuridão de sol , minha amiga ; Oi ! Judas ; Oi ! Magma interior detestável . Oi ! Você aí... Oi ! Não me machuque. Extermine-me ! Nunca havia estado tão perdido... E sei o caminho de "casa". Ei ! Não posso ficar. Mas eu já fui... Já fui. Não me machuque ! Ainda estou aqui... Mas eu já fui. Faça-me mudo ! Não me mande calar a boca ! Me deixa cantar... Morde meu pescoço ! Não machuca eu. Não me machuque. Liberte-me ! "Arcondicione-me" ! Não me machuque. Machuca eu não.

THE HOT TAMALE TRAIN

Um chamado veio vindo e chegou.
O barulho geométrico fez-me ir a estação ;
Viagem recostada e inquieta de ansiosa...
Remasterizado descí do trem com geografia nas íris ;
Meus passos abriam crateras adormecidas no cimento cagado de histórias...
A certeza respirando convicção.
A saliva salivando ao prazer da maré língua...
Passei as donas dos dedos no rosto e depois mijei em um hidrante risonho ;
A paixão suou evaporada.
E roubei o noivo de um casamento...
Enfiei-nos debaixo do chuveiro e amei tsunami ;
Tirando as roupas enxarcadas...
Revelando paus molhados, gotejantes...
Pingando calafrios líquidos ;
Hidratando o coração.
Fluindo e fluindo e fluindo...
Novamente recostado e agora no chão ;
Não mais inquieto.
Protegido.
Mas com a ansiedade ardente ainda sambando nas veias do impetuoso eu...
$ CARNE

Tinha relutância e pernas na colcha amarela...
Um foguete de fim de mês , tão afim de ficar junto...
Se parar pra ouvir tem um monte de oi's ;
Quando ele chora eu sou ele...
E caladinho sei quem sou.
Eis que dou risada descabelada.
Sem convites.
De vez enquando há risos... não risos, na verdade tem gargalhadas.
Tem coisa e o plural dela.
Signos no microondas...
Sabedoria de puta e fedelho eu...
Amostras de cores e o amor da minha tríade.
Sons de dedos afoitos, fortes em força mural.
O senso sem noção, mas cheiroso do incenso...
Suavidade que eu deitei pra receber e soube também fazer procriar...
Segunda-feira com desejo de incesto...
Felicidade de número fixo e o bife do tchau...
O até logo depende e independe da não rima e de algo do amanhã acontecido...
-EPITÁFIO-

Sei tanto do pouco.
Dividido em tantas partes e sem conseguir viver longe do completo.
Há momentos que pareço dejà vú de mim...
Expectador e autor;
Sarcástico e sensível de enorme fragilidade.
Ás vezes sou meu terceiro.
Tem horas que sinto-me sozinho, aí me faço companhia.
Mas acontece também o eu solitário, aquele doído em ardência.
Sou meu general e meu súdito de maior lealdade...
Impero em meu reino pessoal e ajoelho-me diante da minha sombra.
Não gosto de machucados pois demoro a sarar.
Quero não cicatriz pra exibir , desejo suavidade pra respirar.
Odeio dormir , mas pra sonhar adormeço.
Meu coração é do tipo caladão , só eu ouço seus gritos, sussuros , choros e gargalhadas.
Já minha mente...essa fala pra caralho...
...tem dia que a mando calar-se, mas ela já não me respeita mais.
Não sou mórbido, nem dramático...problemático sim, sou gente.
Meu buço denuncia minha ansiedade.
Minha boca é toda criativa.
Meu nariz , carente.
E tenho olhos apaixonados.
Os ouvidos meus costumam me trazer excelentes arrepios.
Sou de mãos atrapalhadas e pés com saudades.
Adoro sim transar comigo...tenho a mim disponível.
Amores ?
Eu !
Evandro !
São paulo !
Música !
Vento !
Datas !
Sintonia de almas !
Escrever !
E a quem eu amar...

CORDINHA DE OB

Personalidade de couro ;
Ego usando jeans .
Ambos provavelmente crescemos adultos sonhadores...
Para sermos permissivos a aspirações de nome algum.
Ela me atraiu...eu a ela , por que não por ritmo na dança mental ?
Com mão de canhota sedutora agarrada ao meu pescoço despiu-me o hálito...
Depois levou para um canto escuro e chupou meu...halls.
Ela não era moça brincando de travessuras...
Era bastante somente uma mulher com fome de gente.
De beijos gostosos , de ordens suaves e tranquilas.
Exibia póros com pedidos semi-sileciosos e de gritos mandões...
Implorou-me gentilezas, mas desejava em súplicas gemidas, a brutalidade.
Cochichou carinhos confessados quando eram de verdade ;
Jogou-me delicada e educadamente em paredes e particularides ;
Me sujou de belezas ...
Arroxeou meus lábios em dentes afiados...
Arroxeou-me a língua de picolé ;
Subiu e desceu inspecionando geometrias minhas , formatos meus...
Não fez questão de colheita interna...
Mas como fez de boa safra irrigando variadas áreas do solo de seus alpes...
Ela obteve-me !
E eu fiz delícias latentes com a amante hetero da minha sexualidade.
GEMINI AQUARIUM

Transformado de dentro do mar vi o céu lacrimejar forte ;
Como queima de fogos vista debaixo de um vidro frágil de tão permeável ;
Colo recebendo sementes dos seus que estão a retornar.
Brincando de infância...
Feliz em cócegas efervescentes.
Olhei em volta envolto em água e decorações dançantes ;
Nunca quis tanto permanecer até não mais estar...
Tal como feto virgem suicida...sempre embusca de vida em outra forma.
A procura da saída pra alguma entrada...
Da caverna metamórfica enfeitada de corais ;
Onde acontece o casamento de todas as nuances do bem com o mal em sua totalidade diversa.
Quando se destrói auréola e suspende-se infavoráveis promulgações...
Então lá estaremos...
Recebendo de presente em nossa mão esquerda o antídoto ;
E na direita , um escorpião .
De lá indo pra vir pra algum lugar.
Nadando na contra-mão até um óvulo polissexual.
Em "fecunda" ao berço das possibilidades...
Sugando alimentos de quem havia ficado...
Pra depois nascer vida de alma que outrora viveu e corpo a se experimentar....
VALETES

Na porta do meu quarto tem pendurado minha exumação.
As cores , a combinação e o mistério quase confessado.
Como numa fofoca entre minhas candeias e meu mensageiro dos ventos...
Como Hermes me escolhendo como porta-voz de mim mesmo e fazendo contato visual com os olhos vermelhos do meu pai emocionado.
Minha champanhe é a chuva, pois ela sempre será fruto de mim e do meu amor fogo...
Eu digo que eles apressam...
Eles me condenam por saber desviar.
Até mesmo quando nos excedemos e suamos pra no fim do dia termos sossego agitado...
Ou rave preguiçosa.
Ou...pseudo-guilhotina que faz gente como eu manter boca-suja e pescoço bem cuidado, rs...
É culpa do ar, mesmo já condicionado.
Aí...há cheiro de vários modos , pra mim...
Eu gosto de algumas flores, não só aquela que se desfaz com brisa , a canceriana.
Odeio arranjos, faço concessões...
Mas ainda com charminho sarcástico e naturalidade de por agora exclusão...
Gosto do abraço da ternura sem inocência, gosto da gostosura da indecência, eu gosto de gostar.
Sou besta ? rs
Na minha híbrida personalidade...acha-se...
Aspirações.
Meu jeito pra alguém...
Não precisa ter explicação.
A falta já exausta é respiração diferenciada...
O tempo de quem é, tem dono.
A mesa reservada não é hoje como o iogurte vencido da paz ...
É um fusca com morangos frescos servidos no teto...
É o som silencioso do lado a lado...
E o berro do que se quer vindo disso , o fato.
O BIBLIOTECÁRIO

Adoro brincar de maneiras e ramificações.
Novidade não é...
Mesmo quando brinco em brincadeiras...
... minhas emoções ganham pedestais.
Estou certo que com ele foi uma troca de essências opostamente desejantes.
Na verdade creio ter sido uma associação.
Eu o fiz rir naturalmente e de jeitos que ele ainda não conhecia e ele...bem...
Ele era rápido em achar coisas que me fizessem sorrir devolta.
Conversando éramos ótimos em sermos bons...
... e certas vezes irreverentes em maldades lúdicas , rs .
Então aconteceu...
O momento em que todas aquelas semanas foram batizadas de preliminares.
A rapidez dos corpos desnudos a mim mesmo surpreendeu...
Qualquer toque macio era áspero e perfeito ;
Todo riso espontâneo tinha intenções subliminares ;
E aquelas costas suculentas de loucura pra louco me fizeram coerente.
Barulhos , sons...que nome tivessem tais...
Houve fome , fome e certeza de exatidão humana.
Noite pra banquete de beijos...
Era como se o quase tudo dele me pedisse pra lê-lo...
E como se eu fosse o imaginário tangível do que ele já tinha lido.
Gozei em sua mão e com a mesma desenhou em minhas coxas sem perdir por razão ou lógica...
Eu me mantive em status satisfeito.
E com voz semi-falhando e querendo rir ele me perguntou :
" - Em que seção colocaremos o que acabamos de escrever ? , rs "
:MP3 ANSIOSO

Amanhã é música com nome mas sem letra e melodia...
Me dê mais duas cartas !
Deste ângulo tô conquistado.
Isso é som pra voar solto...
Só um joguinho entre homens.
Afinal eu não comprei minha personalidade, ganhei licença pra usá-la...
Se eu chorar eu fecho o bar, se eu rir abro o mundo como se descasca uma mexerica.
Amanhã é uma canção com nomenclatura , mas sem ritmo ou poesia...
Isso vale pro interior com faces e roupas do exterior...
É válido pro externo de dupla via e sem contra-mão.
Tu não ouve a orquestra da diversidade ?
Então em alguma festa , em algum ponto vou dizer : Vá comer merda e escove os dentes antes de voltar.
O depois de hoje é menstruação da fé, é a hipótese em ereção , é corpo de gente...é alma de fantasma em corpo de gente...
É daqui a pouco, mas não é agora...
Será o amanhã, pôrra !
BOTICÁRIOS E BOTÂNICOS

Capturado em um saquinho bordado há um sonho simples...
Um desejo violento saído do ânus da mãe natureza.
Com asas de borboleta extravagante e cicatrizes através dos olhos.
Não existe modos de comprá-lo.
Nem como brincar de aluguel...
Pois as últimas quatro moedas ficaram presas nas entranhas de uma máquina de refrigerante quebrada...
Ou talvez ela só precisasse de um pequeno conserto.
Como um romance de segundo decanato de primavera com um tritão importante...
...que não pôde entender que havia de voltar pro mar...
E algumas moradas estão na casa nômade do vento...
Como pode vir a acontecer.
Se não for por horas de diversão fetichista suspendam os grilhões com enfeite de cetim desfiado.
Se não é pra descansar desmarquem o sono.
É tempo de recreio...
Período anacrónico.
Hora de deixar o orgão de esquerda no seu tórax ardendo e latejando em suas próprias mãos.
Colocar o ramalhete mais cobiçado atrás da grades...
E liberar o perfume unidade pra viajar com escalas em lugares de nomes impronunciáveis.
|
|
||