THE HOT TAMALE TRAIN

                                     

       Um chamado veio vindo e chegou.

         O barulho geométrico fez-me ir a estação ;

         Viagem recostada e inquieta de ansiosa...

         Remasterizado descí do trem com geografia nas íris ;

         Meus passos abriam crateras adormecidas no cimento cagado de histórias...

         A certeza respirando convicção.

         A saliva salivando ao prazer da maré língua...

         Passei as donas dos dedos no rosto e depois mijei em um hidrante risonho ;

         A paixão suou evaporada.

         E roubei o noivo de um casamento...

         Enfiei-nos debaixo do chuveiro e amei tsunami ;

         Tirando as roupas enxarcadas...

         Revelando paus molhados, gotejantes...

         Pingando calafrios líquidos ;

         Hidratando o coração.

         Fluindo e fluindo e fluindo...

         Novamente recostado e agora no chão ;

         Não mais inquieto.

         Protegido.

         Mas com a ansiedade ardente ainda sambando nas veias do impetuoso eu...

       

         

        $ CARNE

            

  Tinha relutância e pernas na colcha amarela...

     Um foguete de fim de mês , tão afim de ficar junto...

     Se parar pra ouvir tem um monte de oi's ;

     Quando ele chora eu sou ele...

     E caladinho sei quem sou.

     Eis que dou risada descabelada.

     Sem convites.

     De vez enquando há risos... não risos, na verdade tem gargalhadas.

     Tem coisa e o plural dela.

     Signos no microondas...

     Sabedoria de puta e fedelho eu...

     Amostras de cores e o amor da minha tríade.

     Sons de dedos afoitos, fortes em força mural.

     O senso sem noção, mas cheiroso do incenso...

     Suavidade que eu deitei pra receber e soube também fazer procriar...

     Segunda-feira com desejo de incesto...

     Felicidade de número fixo e o bife do tchau...

    O até logo depende e independe da não rima e  de algo do amanhã acontecido...

     

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