VALETES

      

      Na porta do meu quarto tem pendurado minha exumação.

      As cores , a combinação e o mistério quase confessado.

     Como numa fofoca entre minhas candeias e meu mensageiro dos ventos...

     Como Hermes me escolhendo como porta-voz de mim mesmo e fazendo contato visual com os olhos vermelhos do meu pai emocionado.

     Minha champanhe é a chuva, pois ela sempre será fruto de mim e do meu amor fogo...

     Eu digo que eles apressam...

     Eles me condenam por saber desviar.

     Até mesmo quando nos excedemos e suamos pra no fim do dia termos sossego agitado...

    Ou rave preguiçosa.

    Ou...pseudo-guilhotina que faz gente como eu manter boca-suja e pescoço bem cuidado, rs...

    É culpa do ar, mesmo já condicionado.

    Aí...há cheiro de vários modos , pra mim...

    Eu gosto de algumas flores, não só aquela que  se desfaz com brisa , a canceriana.

    Odeio arranjos, faço concessões...

    Mas ainda com charminho sarcástico e naturalidade de por agora exclusão...

    Gosto do abraço da ternura sem inocência, gosto da gostosura da indecência, eu gosto de gostar.

    Sou besta ? rs

    Na minha híbrida personalidade...acha-se...

    Aspirações.

    Meu jeito pra alguém...

    Não precisa ter explicação.

    A falta já exausta é respiração diferenciada...

    O tempo de quem é, tem dono.

    A mesa reservada não é hoje como o iogurte vencido da paz ...

    É um fusca com morangos frescos servidos no teto...

    É o som silencioso do lado a lado...

    E o berro do que se quer vindo disso , o fato.

 

   

O BIBLIOTECÁRIO

               

       Adoro brincar de maneiras e ramificações.

       Novidade não é...

       Mesmo quando brinco em brincadeiras...

      ... minhas emoções ganham pedestais.

       Estou certo que com ele foi uma troca de essências opostamente desejantes.

       Na verdade creio ter sido uma associação.

       Eu o fiz rir naturalmente e de jeitos que ele ainda não conhecia e ele...bem...

       Ele era rápido em achar coisas que me fizessem sorrir devolta.

       Conversando éramos ótimos em sermos bons...

     ... e certas vezes irreverentes em maldades lúdicas , rs .

     Então aconteceu...

     O momento em que todas aquelas semanas foram batizadas de preliminares.

     A rapidez dos corpos desnudos a mim mesmo surpreendeu...

     Qualquer toque macio era áspero e perfeito ;

     Todo riso espontâneo tinha intenções subliminares ;

      E aquelas costas suculentas de loucura pra louco me fizeram coerente.

      Barulhos , sons...que nome tivessem tais...

      Houve fome , fome e certeza de exatidão humana.

      Noite pra banquete de beijos...

      Era como se o quase tudo dele me pedisse pra lê-lo...

      E como se eu fosse o imaginário tangível do que ele já tinha lido.

      Gozei em sua mão e com a mesma desenhou  em minhas coxas sem perdir por razão ou lógica...

      Eu me mantive em status satisfeito.

      E com voz semi-falhando e querendo rir ele me perguntou :

      " - Em que seção colocaremos o que acabamos de escrever ? , rs "

   

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