FLUXO FLUIDO

 

 

                                

     Pulsa alaranjado, mas ainda sim vermelho...

     Faz-me caminhar a tarde toda com meus olhos nas mãos...

     Traz um sorriso assimétrico , o divertido.

     Quando chego pra começar...

     Nós dançamos pela rua lotada de gravidez até quartos de dormir e salas de acordar...

     Para fazer amor, fazer tesão, fazer risada, fazer perdão.

     Transformar as veias em cafetinas que levam meu vinho até seu coração , prosseguir...

      Ir do leito do crepúsculo até o berçário da gostosura emancipada.

      Tirar e por e tirar de novo as cortinas da musicalidade incestuosa...

      Ah... rolar no chão elevado de atrito...

      Dar corpo holográfico aos corpos libertos, mas ainda com contenções...

      Colocar tipagens sanguinéas na aura...

      Pelo michê intelectual sentir atração.

      Prender com a língua a uva verde do desejo na saliva experiente de prática...

     Viver vídido, mortificado em forma de ereção.

     Fornecer o acontecido , ir a ópera acompanhado da loucura e da análise...

    E sair de lá direto pra balada do que está por acontecer...

     

 

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